“Quero a sorte de um amor tranqüilo...”
quero me olhar nas manhãs de inverno...
lembrar de tudo que eu sonhei...
sem olhos rasos d’água...
sem promessas mortais
quero inventar uma verdade bonita...
quero encontrar um sereno e calmo vento na tarde
um beijo na sala
um olhar de canto...
um medo gostoso de o dia acabar...
um perfume que se espalha pelo meu quarto
um infinito... e eu...
sábado, 5 de março de 2011
Um beijo na sala
quinta-feira, 3 de março de 2011
QUE TIPO DE BICHO É VOCÊ?
BOLADONA,
por Julio Bandeira
Na madruga boladona,
sentada na esquina.
Esperando tu passar
altas horas da matina
Com o esquema todo armado,
esperando tu chegar
pra balançar o seu coreto
pra você de mim lembrar
Sou cachorra sou gatinha não adianta se esquivar
vou soltar a minha fera eu boto o bicho pra pegar (2 vezes)
Boladona...
Na madruga boladona,
sentada na esquina.
Esperando tu passar
altas horas da matina
Com o esquema todo armado,
esperando tu chegar
pra balançar o seu coreto
pra você de mim lembrar
Sou cachorra sou gatinha não adianta se esquivar
vou soltar a minha fera eu boto o bicho pra pegar (2 vezes)
Boladona (2 vezes)
Então alguém disse: “Isso é cultura popular”. Não estou discordando, mas é no mínimo contraditório que a mulher, em pleno século XXI e luta pela sua valorização e pela valorização dos seus direitos, se sujeite, a ser taxada de cachorra. Nada contra as cachorras, gatinhas, capivaras, cabritas, girafas e outras fêmeas, mas a cachorra em questão, não estima qualquer valor animal.
Em contrapartida, coloca-se como um objeto sexual, corrompendo não apenas a sua essência, mas também jogando fora as várias décadas de luta contra o machismo e a subserviência da mulher. Enquanto, homem, não é desagradável ver um monte de bunda arrebitada e se mexendo, mas antes disso, sou um ser pensante e definitivamente não me agradam mulheres que pensam com a bunda.
Cultura popular vem do povo, por isso, no sentido etimológico, “Boladona”, pode até ser considerada uma expressão dessa cultura. Contudo, é negável, que algo que macula e deturpa a imagem feminina possa ter outra denominação, senão, desrespeito. O desrespeito começa com o homem chamando a mulher de cachorra e termina no “tapinha não dói”.
quarta-feira, 2 de março de 2011
ATÉ QUANDO?
Até quando? Disse Gabriel, o pensador. Então agora eu pergunto. Até quando você vai ficar rebolando como um idiota, enquanto roubam nosso dinheiro? Até quando você vai achar que é assim que as coisas são? Que não dá pra mudar a política? Até quando você vai deixar as nossas crianças morrendo de fome nas ruas? Até quando você vai ficar levando porrada?
Será que você não consegue pensar além dos muros que te separam do mundo? Dentro do teu mundinho medíocre e idiota a diversão é assistir Faustão e Gugu. Nesse mundinho, a informação é passada pelos donos do poder, que te fazem acreditar em tudo que eles julgam importante. Não seja burro!
Busque outras coisas, outros mundos, outras realidades. Olhe para o teu vizinho, olhe para as coisas que se passam na tua rua, na tua casa. Importante, é o que está ao teu lado, não o que está do outro lado do mundo.
Não seja uma cópia. Pare de fazer o que todos fazem. Você não é uma ovelha, apesar de muitas vezes, parecer muito mais idiota. Um dia você vai se ver com setenta anos e perceber que nunca fez nada de bom na vida, que “não plantou uma árvore, que não escreveu um livro, que não teve um filho”. Por isso, plante mil árvores, escreva mil livros e lute para que todas as crianças possam ter o que o teu filho tem.
Enquanto você fica aí achando tudo engraçado, os políticos desviam teu dinheiro e matam milhares de pessoas na saúde pública, nas estradas mal conservadas, na falta de segurança. Matam o povo de ignorância, pois não tem escolas. E você, que estudou, acha engraçado dançar funk e assistir banheira do Gugu. Não esqueça, que tudo à tua volta é uma farsa. O futebol é comprado, os políticos são corruptos, o jornalismo é uma mentira. Será que você é de verdade? Até quando?
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
terça-feira, 29 de junho de 2010
ADEUS A UM AMIGO
A vida é feita de atitudes nem sempre decentes
Não lhe julgam pela razão, mas pelos seus antecedentes
É quando eu volto a me lembrar do que eu pensava nem ter feito
Vem, me traz aquela paz,
Você procura a perfeição e eu tenho andado sob efeito,mas
Posso te dizer que eu já não aguento mais
Desencana, não vou mudar por sua causa, não tem jeito,mas
Quem é que decide o que é melhor pra minha vida agora?
Lidei com coisas que eu jamais entenderei
Ah! Se eu pudesse estar em paz
Me livrar do pesadelo de vê-lo nesse estado,
E não poder ajudá-lo, não
Mas triste é não poder mudar, porque está tão revoltado irmão?
(...)Cuidado com seus passos!..."
Há duas semanas...
Há 29 anos...
A gritaria da molecada na rua, o ensaio do sol em sair... (lembranças vagas) a bola corria por entre os “meio fios” da rua. A garra, o suor, os sorrisos... (lembranças boas).
Agora, lá estava ele... pálido e inerte entre os sons abafados de choros doloridos. (sussurros e balbuciares).
Um amigo...
Anderson era o mais velho.
As vezes judiava do Saulo e de mim (mirrados)
Também era o mentor (fazia com que achássemos que ir até o outro lado da cidade era a maior aventura do mundo) e era!
Haviam também o Marcos e o “tigela” (que não estavam lá)
Há 29 anos, nascia uma esperança, um garoto, um sorriso.
Apagado há duas semanas...
Apagando há um bom tempo.
(os choros soluços...)
Saulo segurou em uma das alças do caixão...
Fora embora nosso amigo, nosso mentor, nosso irmão.
em memória de Anderson Cristian Rocha *23/07/1980 †14/06/2010