segunda-feira, 7 de março de 2011
Decisões
Que venha uma nova vida! Os sorrisos, a alegria verdadeira e aquele perfume bom de manhã de sábado. Estou pronto! Quero subir à superfície e respirar denovo. Novos olhos esperam lá fora e tudo que eu perdi, (na verdade perdeu-se de mim). Estou livre como só a dor pode nos tornar... estou forte como as tempestades que gosto de ver chegar.
Não estou mais só... Tenho denovo, a mim.
Sinta-se feliz com as decisões que toma
O VICIO
Os planos mudaram e ficaram pelo chão...
Cartas, fotos, lembranças e mais uma infinidade de desejos
Os beijos calaram, ficaram em vão
Olhares e carinhos e mais uma gama de certezas
Os olhos fecharam. Ficaram em breu!
Nem teu cheiro, nem tuas mãos, nem eu... (parece que nada mais está aqui)
O infinito já não é mais o tapete da sala e nosso mundo já não tem Dragões encantados e divertidos para se treinar... ‘as vezes penso que tudo foi um sonho’ ... estou tentando dormir pra voltar a sonhar... mas o inferno se fez em carnaval e tudo muda desse jeito.
Queria apagar alguma coisa da minha memória, mas meu maior dom é lembrar...
meu maior defeito é querer...
meu maior vicio é você...
domingo, 6 de março de 2011
DESCREVER (O FIM)
É difícil falar,
porque quando estou te olhando não quero falar nada, só olhar...
quando estamos ali, no carro, na chuva... quando não há mais ninguém... quando somos apenas você e eu, quero apenas que o tempo não passe.
Você fica perfeita em mim. Teus gesto delicados, teu jeito estabanado...rs. Você é contraditória, mas eu não consigo parar de pensar em você.
Sinto vontade de não sair de perto. Sinto vontades... Gosto de olhar você sorrindo.
Dou risadas de coisas bestas, de coisas simples... sonho com você. Penso nos nossos beijos.
Você consegue me arrancar um silêncio... agora cai uma chuva bem demorada aqui. Lembro daquele sábado dentro carro... lembro dos meus dedos entre os teus cabelos, (na tua nuca) Lembro de você me olhando e tua respiração. Não precisava de nada, só nossos sorrisos e nossa vontade de estar ali. A verdade é que você me faz uma falta torturante e eu fico aqui pensando em não te esquecer. (tenho um monte de medos) você sabe quase todos.
ruas de outono...
“sem você não há mais nada”...
se você estivesse aqui... seria o momento perfeito pra eu te abraçar forte e te deixar encostada no meu peito... passando a mão nos teus cabelos... sentindo o teu cheiro perfeito... quando estou com vc quero descrever o mundo
Descrever é como chegar perto, sentir o sabor de muitas formas... o teu sabor de muitas formas ...e tocar...
Quando descrevo... quero que sinta o mais próximo do que eu posso te dar, como o abraço quentinho, o beijos que eu sempre ensaio. “Começando pelo canto da tua boca...”.
Eu gosto de tudo em você, de você em mim... gosto dos teus vestidos, da tua silhueta... de quando você chega... fatal... cheia de dedos, de detalhes, cheia de si, cheia de brilho no olhar.
Você me dá vontade de “não sei”... de te beijar na chuva forte, encostada no carro. Beijar tua boca molhada, com os dedos entre teus cabelos... um beijo demorado, pra você nunca parar de querer.
Descrevo pra você saber como é o sabor... e veja a cor das sensações
Então me esforço em descrever você e descrever para você...
Te vejo em câmera lenta, como num clipe... todos ficam desfocados e não tem como não te perceber . Tua boca se abre devagar, teus lábios se tocam macios.... “volupiosos”... teu sorriso vem como os dias de sol em janeiro e teu perfume é de manhã sábado... um final de tarde de inverno... cálido como vapor depois do banho... que envolve e passeia entre os cantos de tudo...
E você continua tão poderosa quando o vento encontrando o pó
e deixa tudo confuso...é contraditório e harmônico... teu sorriso é devastador...
e você tem o privilégio de ser única e penso que nasci apaixonado por você.
E fecho os olhos...
sábado, 5 de março de 2011
O Carnaval (feito para idiotas)

Enfim, o carnaval chegou. Com toda sua exuberância fazendo todos entrarem num processo de fantasia e catarse que inebria e encanta. “Cores, luzes, show, alegria”. E tudo se faz em festa. É no carnaval que temos, mais uma vez, a oportunidade de esquecer as crianças morrendo de fome no nosso imenso e rico país. Esquecer que enquanto “estamos” pulando feito idiotas, os nossos excelentíssimos políticos estão metendo a mão nos cofres públicos e enriquecendo com o nosso dinheiro.
E assim é o carnaval! Brigas, mortes no trânsito, violência, gravidezes não pensadas e mais uma série de bizarrices que fervilham meu descontentamento. É difícil se sentir feliz sabendo que milhões de reais que poderiam ser usados para a educação, estradas, saúde e segurança, são usados para financiar uma festa que só nos coloca aos olhos de estrangeiros, como um bando de vagabundos e prostitutas drogadas, que exibem sem roupa em rede nacional.
O mais assustador é pensar que enquanto o Estado disponibiliza milhares de policiais em centenas de viaturas para “guardar” a festa de foliões despreocupados, estamos sendo assaltados, roubados, assassinados e estuprados, porque esse mesmo estado diz não ter dinheiro para a segurança pública.
Como disse a brilhante jornalista Rachel Sheherazade, “eu fico indignado quando vejo a quantidade de ambulâncias disponibilizadas num desfile de carnaval, para atender aos bêbados de plantão e valentões se metem em briga e quebra-quebra. Onde estão essas mesmas ambulâncias quando uma mãe precisa socorrer um filho doente; quando um trabalhador está enfartando; quando um idoso no interior precisa se deslocar de cidade para se submeter a um exame?”
O carnaval meus amigos, está longe de ser uma festa popular, uma festa para a família. É nessa época do ano que temos vergonha de ligar a TV. (mulheres sem roupa, enfeitadas com penas se esfregando em “paus cromados”, fazendo isso parecer normal, glorioso, digno). Essas mesmas mulheres que usam isso para se promover, pousam para revistas e filmes pornôs e como todos sabe não passam de prostitutas de luxo.
Contudo, nós brasileiros, o povo alegre, destemido, que não desiste nunca, continuará dando crédito para esse tipo de “espetáculo”. Vendo nossos filhos morrerem por causa de idiotas bêbados que teimam em dirigir. Vendo nossas crianças acharem normal a superexposição do corpo e do sexo, sem nenhum pudor ou respeito. Trocando coisas que realmente são importantes nas nossas vidas por porcarias “sem valor” que pagamos muito caro.
Um beijo na sala
“Quero a sorte de um amor tranqüilo...”
quero me olhar nas manhãs de inverno...
lembrar de tudo que eu sonhei...
sem olhos rasos d’água...
sem promessas mortais
quero inventar uma verdade bonita...
quero encontrar um sereno e calmo vento na tarde
um beijo na sala
um olhar de canto...
um medo gostoso de o dia acabar...
um perfume que se espalha pelo meu quarto
um infinito... e eu...
quinta-feira, 3 de março de 2011
QUE TIPO DE BICHO É VOCÊ?
BOLADONA,
por Julio Bandeira
Na madruga boladona,
sentada na esquina.
Esperando tu passar
altas horas da matina
Com o esquema todo armado,
esperando tu chegar
pra balançar o seu coreto
pra você de mim lembrar
Sou cachorra sou gatinha não adianta se esquivar
vou soltar a minha fera eu boto o bicho pra pegar (2 vezes)
Boladona...
Na madruga boladona,
sentada na esquina.
Esperando tu passar
altas horas da matina
Com o esquema todo armado,
esperando tu chegar
pra balançar o seu coreto
pra você de mim lembrar
Sou cachorra sou gatinha não adianta se esquivar
vou soltar a minha fera eu boto o bicho pra pegar (2 vezes)
Boladona (2 vezes)
Então alguém disse: “Isso é cultura popular”. Não estou discordando, mas é no mínimo contraditório que a mulher, em pleno século XXI e luta pela sua valorização e pela valorização dos seus direitos, se sujeite, a ser taxada de cachorra. Nada contra as cachorras, gatinhas, capivaras, cabritas, girafas e outras fêmeas, mas a cachorra em questão, não estima qualquer valor animal.
Em contrapartida, coloca-se como um objeto sexual, corrompendo não apenas a sua essência, mas também jogando fora as várias décadas de luta contra o machismo e a subserviência da mulher. Enquanto, homem, não é desagradável ver um monte de bunda arrebitada e se mexendo, mas antes disso, sou um ser pensante e definitivamente não me agradam mulheres que pensam com a bunda.
Cultura popular vem do povo, por isso, no sentido etimológico, “Boladona”, pode até ser considerada uma expressão dessa cultura. Contudo, é negável, que algo que macula e deturpa a imagem feminina possa ter outra denominação, senão, desrespeito. O desrespeito começa com o homem chamando a mulher de cachorra e termina no “tapinha não dói”.
quarta-feira, 2 de março de 2011
ATÉ QUANDO?
Até quando? Disse Gabriel, o pensador. Então agora eu pergunto. Até quando você vai ficar rebolando como um idiota, enquanto roubam nosso dinheiro? Até quando você vai achar que é assim que as coisas são? Que não dá pra mudar a política? Até quando você vai deixar as nossas crianças morrendo de fome nas ruas? Até quando você vai ficar levando porrada?
Será que você não consegue pensar além dos muros que te separam do mundo? Dentro do teu mundinho medíocre e idiota a diversão é assistir Faustão e Gugu. Nesse mundinho, a informação é passada pelos donos do poder, que te fazem acreditar em tudo que eles julgam importante. Não seja burro!
Busque outras coisas, outros mundos, outras realidades. Olhe para o teu vizinho, olhe para as coisas que se passam na tua rua, na tua casa. Importante, é o que está ao teu lado, não o que está do outro lado do mundo.
Não seja uma cópia. Pare de fazer o que todos fazem. Você não é uma ovelha, apesar de muitas vezes, parecer muito mais idiota. Um dia você vai se ver com setenta anos e perceber que nunca fez nada de bom na vida, que “não plantou uma árvore, que não escreveu um livro, que não teve um filho”. Por isso, plante mil árvores, escreva mil livros e lute para que todas as crianças possam ter o que o teu filho tem.
Enquanto você fica aí achando tudo engraçado, os políticos desviam teu dinheiro e matam milhares de pessoas na saúde pública, nas estradas mal conservadas, na falta de segurança. Matam o povo de ignorância, pois não tem escolas. E você, que estudou, acha engraçado dançar funk e assistir banheira do Gugu. Não esqueça, que tudo à tua volta é uma farsa. O futebol é comprado, os políticos são corruptos, o jornalismo é uma mentira. Será que você é de verdade? Até quando?